quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tenham um dia... mediano!


Mas… Um dia “mediano”?! Que raio de motivação é essa já estão todos os que lêem isto a pensar!

É suposto ter um excelente dia! Um dia excepcional! Todos os dias têm de ser excepcionais! Certo?

Er… Não, nem por isso… ;)

A ideia de ter um “dia mediano” vem do supercoach Steve Chandler. Ele, por sua vez, foi buscar essa ideia a um mentor dele, um homem chamado Lyndon Duke que estudou inúmeros casos de suicídio e chegou a publicar um livro chamado “A Linguística do Suicídio”. Duke, detentor de múltiplos doutoramentos, investigou as notas de centenas de suicidas em busca de padrões comuns para prever e prevenir essas situações. A conclusão a que ele chegou foi aquilo que baptizou de “excepção da excepcionalidade”.

Esta maldição tem uma explicação simples e deixa-nos a pensar se realmente queremos ter “dias excepcionais”… Num mundo em que todas as pessoas querem ser excepcionais é um facto que a maioria vai falhar. Não porque não conseguem o que projectaram mas simplesmente pelo facto de que, se todos conseguirem, então o “excepcional” passa a ser o “normal”. E logo cada pessoa sente um acréscimo de pressão. Tem de ser ainda mais “excepcional”! As poucas pessoas que conseguem ser ainda “mais excepcionais” estarão sozinhas… E isto repete-se num ciclo interminável em que todos querem chegar a um patamar mas quando chegam já deixa de ser excepcional porque já todos chegaram e então têm de procurar um mais alto e por aí fora…

Ao que parece, Duke utilizou esta teoria na sua vida quando se juntou com o filho, aquando da entrada deste na Universidade, e lhe disse algo do género: “Meu rapaz, quero que saibas as minhas expectativas! Espero que sejas um aluno mediano! Que termines o curso com uma média normal, que encontres uma mulher normal e que tenhas um emprego mediano. É isso que espero de ti.” Claro que o filho dele pensou que o pai “se tinha passado” mas essa atitude retirou toda a pressão que ele poderia vir a sentir na Universidade, levando-o a procurar a sua inspiração e a exceder tudo e todos, não porque era o seu objectivo nem porque era esperado dele, mas simplesmente porque NÃO era pressionado a isso.

E no final tudo se resume a isto. Se vivermos de acordo com as nossas inspirações, com os nossos objectivos, e dentro dessas orientações, tivermos uma sucessão de dias “medianos”, então a soma desses dias vai resultar em algo para além das nossas expectativas!

Já temos grandes objectivos! Objectivos inspirados! Vamos ser “normais” no dia a dia, vamos retirar toda a pressão que só serve para prejudicar, porque o rumo já está traçado! É só sentar e desfrutar a viagem…

Tenham um dia mediano!!!

2 comentários:

ariana luna disse...

Um dia mediano com experiências extraordinárias. Desfrutar tudo o que de bom a vida nos vai oferecendo e dos pequenos prazeres que tanta vezes nos passam despercebidos.

Ricardo Rebelo disse...

Obrigado pelo comentário "ariana" :)

A ideia vai mais além de procurar o extraordinário nas experiências singulares... A ideia é que se tiveres um objectivo extraordinário na tua vida, ou 10 ou 1000, e se cada dia for mediano, então cada dia vai ser o somátorio de uma experiência de vida excepcional!

E será que então cada dia, mesmo mediano, não terá o seu quê de excepcional?

Pensa nas grandes vidas deste e do século passado. Ghandi, Madre Teresa, Churchill, Roosevelt, Mandela, Walesa, etc. Quantas pessoas te diriam que a vida delas esteve recheada de dias extraordinários. Aposto que nenhuma (o Mandela teve milhares de dias completamente banais na prisão e cada um contribuiu para um legado Imortal!). Mas todos tiveram vidas extraordinárias!

Fica atenta ao meu próximo post sobre como colocar a ideia de "Ter um dia mediano..." na prática para qualquer pessoa ;)