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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PNL e... Gestão de Tempo?!

Boas!

Comecei a interessar-me pelo desenvolvimento pessoal e humano através do tema da Gestão do Tempo, ainda nos anos 90. Na altura estava a liderar uma associação internacional de estudantes e tinha, ao mesmo tempo, de acumular todas as responsabilidades que daí decorrem com a responsabilidade de não deixar os estudos descaírem. Na altura o livro-revelação foi o fantástico "Gestão Eficiente do Tempo" do John Adair, numa edição da Europa-América que entretanto esgotou.

Quando, anos mais tarde, comecei a dar formação profissional, claro que a Gestão do Tempo se tornou um dos meus temas preferidos. Não apenas porque ao longo dos anos e depois dessa descoberta inicial tinha aprofundado os meus conhecimentos e as minhas técnicas mas também porque é dos temas que, quando apresentado adequadamente, tem um dos mais rápidos efeitos nas pessoas. Sempre que possível, gosto de fugir ao que os manuais e programas clássicos ditam sobre este tema, para apresentar abordagens e técnicas novas com as quais as pessoas se identifiquem e que possam utilizar na sua vida.

Afinal, todos precisamos de tempo, todos temos tempo e todos temos de o saber gerir!

Quando estudei Programação Neurolinguística perguntei-me repetidamente se não seria possível utilizar técnicas de PNL na gestão do nosso tempo. Claro que aspectos genéricos como a visualização estão sempre presentes. Mas a minha questão ia mais fundo. Como podemos utilizar a atitude de PNL (que afinal, é isso mesmo) e gerar uma abordagem original e técnicas inéditas à Gestão do Tempo?

Recentemente descobri o livro "NOT ENOUGH HOURS" do Owen Fitzpatrick. Já tinha lido este autor antes no livro "CONVERSATIONS" que ele escreveu em co-autoria com o Richard Bandler (o seu mentor e co-criador da PNL). Neste livro, totalmente dedicado à temática da Gestão do Tempo, o Owen coloca todas as suas capacidades como Master Trainer e investigador de PNL a um tema que pelo vistos também lhe agrada. Apresentador do programa de televisão com o mesmo nome, ele apresenta o problema da Gestão do Tempo de um ponto de vista da PNL e apresenta sugestões e técnicas absolutamente geniais.

A técnica de "Distorção do Tempo" continua a ser a minha favorita! Nada como alterar o ritmo a que o tempo flui para tirar o máximo partido deste ;)

Não podia deixar de escrever um post sobre este livro, que vai interessar a qualquer pessoa que trabalhe ou dê formação nesta área, onde vai encontrar conteúdos, ideias e abordagens totalmente inéditas, mas também a qualquer pessoa que esteja a sentir que o dia não tem enough hours.


terça-feira, 14 de julho de 2009

E se realmente eu não pudesse fazer nada…?

Quanto nos envolvemos em PNL, Coaching e teorias de auto-ajuda em geral (especialmente quando vamos a um seminário de um qualquer orador muito carismático que nos enche de energia) corremos o risco de ficar com a ideia de que somos invencíveis, nada nos pode parar e conseguimos fazer tudo. Ainda recentemente alguém me disse “Quanto eu tinha tua idade também pensava que ia ser invencível, que nada me podia parar!”

Isso deixou-me a pensar porque com “a minha idade” eu não penso que sou invencível nem que consigo tudo e sei que vou ter revezes. Quanto a isso não tenho ilusões. Será que é essa a ideia que este “meio” transmite lá “para fora”? Talvez…

Mas, para quem acha que é invencível, que consegue tudo e que nada o pode parar, existe uma questão interessante. Será que existem circunstâncias que tornam completamente impossível seguir os nossos objectivos, seguirmos as nossas maiores prioridades a um dado momento (ou dia, ou mês)? Acredito que sim. Não muitas, mas pensar o contrário seria irrealista, a meu ver.
Não importa o quão queiramos chegar a tempo ao trabalho ou ao ginásio para tratar das nossas prioridades, se o carro explodir, os transportes públicos estiverem em greve, as estradas fechas e snipers armados pelas ruas, talvez seja mais prudente esperar umas horas até tudo se acalmar em vez do “Go! Go! Go!” que muitas vezes associam às nossas doutrinas.

Por outro lado, muito honestamente, quando foi a última vez que se viram numa situação tão precária e limitadora e completamente fora do vosso controlo?

O supercoach Michael Neill coloca, nesses casos, aquilo a que ele chama a “million-dolar question”: “Se te pagassem um milhão de dólares (ou o que quer que inspirasse a pessoa), arranjarias forma de contornar o obstáculo? E se sim, o que farias diferente do que estás a fazer agora?”

E uma vez em cada 50 alguém lhe responde “NÃO! Nem por isso.” E é justo. É um indicador claro de que a causa é exterior e não existe condicionamento nem motivação que a vá ultrapassar.

Mas se a resposta a esta pergunta for um “SIM! Por um milhão de dólares eu dava a volta à situação!” então sabem que o problema não está no exterior. Está dentro de vocês e daquilo que vocês escolhem ser importante a cada momento. Talvez seja uma falta de clareza acerca do que tem de ser feito. Talvez uma falta de organização e de estrutura de suporte. Ou talvez uma falta de coragem. Mas tudo causas internas!

E como nós sabemos, para alterar o nosso estado interno, basta um pensamento!