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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Corações Partidos - Parte II


Como falei no post anterior, os três elementos (Mente Consciente, Mente Inconsciente e Fisiologia) não são mais do que três aspectos distintos do mesmo ser humano. Nós existimos e operamos simultaneamente nos três e nenhum pode existir sem os outros. O que é ainda mais importante é que nada na realidade pode ser experimentado apenas a um nível. Todas as experiências na vida são experimentadas aos três níveis e o mais crucial é que a experiência a um nível vai influenciar a mesma experiência nos outros níveis. Não é diferente quando se trata de experimentar um desgosto amoroso.


As emoções são processadas a todos os três níveis e afectam também como estes funcionam. As coisas que dizemos a nós próprios ao nível da mente consciente influencia o significado emocional que lhes damos e isso por sua vez vai afectar o nível de tensão no nosso corpo. Da mesma forma, as recordações de acontecimentos passados e a antecipação de acontecimentos futuros pode acontecer ao nível inconsciente dando lugar a respostas emocionais muito intensas. Finalmente, o estado da nossa fisiologia tende a influenciar o nosso estado de espírito e vice-versa. É por isso, por exemplo, que pessoas deprimidas tendem a caminhar lentamente, com os ombros curvados e estar sentadas ou deitadas por longos períodos de tempo.


De tudo isto resulta uma conclusão simples: Um desgosto amoroso vai afectar uma pessoa a nível do seu inconsciente, do consciente e da sua fisiologia.


Se todas as pessoas pensassem “para a próxima corre melhor” e encolhessem os ombros no fim de um relacionamento, não haveriam desgostos amorosos. Um desgosto amoroso acontece quando não se queria que a relação acabasse. E mesmo assim, nunca é tão simples. Alguns de nós têm parceiros tão complicados que é quase impossível viver com eles, mas quando a relação termina reparamos que é ainda mais difícil viver sem eles. Noutros casos, só reparamos quão profunda era a nossa ligação emocional quando a relação termina. Seja como for, mais cedo ou mais tarde temos de encarar a realidade assim como uma vida muito diferente da que projectamos. A nossa companhia foi-se e sentimos saudades. É um choque no sistema.


O choque emocional ao nível consciente, quando percebe que a relação terminou e o que isso significa, é tão forte que provoca uma reacção física. Ao nível fisiológico, o corpo não distingue entre uma ameaça emocional e uma ameaça física. Apenas se apercebe que existe uma ameaça ao bem-estar. O mecanismo de sobrevivência físico de que falei no post anterior entra em funcionamento, interrompendo a digestão, libertando adrenalina e carregando os músculos para combater a ameaça ou para fugir dela (fight or flight response). Mas não existe nenhuma ameaça para combater nem da qual fugir. E assim damos connosco com stress, tensão acumulada, pouco apetite, insónias, etc., tudo porque o corpo permanece num estado de alerta perante uma ameaça invisível.



O desgosto amoroso ao nível consciente


Uma das mais implacáveis causas de dor no final de uma relação é a constante circulação de pensamentos na mente. Mas como é que um pensamento pode causar dor? Todos sabemos que esses pensamentos são horríveis mas é complicado explicar porque são tão dolorosos. Quando damos uma martelada no dedo conseguimos descrever a dor como aguda e localizá-la no dedo. No caso de um desgosto amoroso, os pensamentos são dolorosos mas não conseguimos explicar a causa e muito menos apontar o local do corpo. Existe tensão na zona do estômago, mas não é bem isso. Existe tristeza quando pensamos que estamos sozinhos, mas também não é só isso. Porque é que é tão díficil de localizar e de ultrapassar e porque é que é tão desesperante?


A resposta reside na natureza da mente consciente. Como disse no post anterior, a mente consciente recebe as nossas percepções e atribui-lhes significado. O significado de algo é que determina a sua importância para nós. As coisas mais importantes (e com mais significado para nós) são as nossas histórias. O que aconteceu no passado e o que esperávamos que viesse a acontecer no futuro. A forma como a nossa mente faz sentido das nossas vidas é como relacionam as histórias, o passado, o presente e futuro. Quando sofremos um desgosto amoroso, todos os significados são anulados. O futuro é desfeito e o passado é questionado.


De certa forma, todo o desgosto amoroso é uma traição. É uma traição da promessa de amor. Uma promessa feita no passado para um compromisso de futuro. Para muitos de nós essa promessa ainda era secreta. Não tinha sido comunicada nem discutida mas na nossa mente já era verdadeira e estávamos à espera apenas que se concretizasse. Para outras pessoas, a promessa já tinha sido verbalizada. As causas pode sem muitas (alguém trai alguém, alguém engana alguém, nós subestimamos algumas pessoas e sobrestimamos outras, damos pessoas como um dado adquirido, perdemo-nos com outros focos de interesse, etc.) mas o resultado final é o mesmo. Quando não se concretiza, temos o desgosto amoroso.


E a dor dos nossos pensamentos, tão difícil de explicar e de localizar, vem exactamente da forma como a mente consciente os processa. Pensamos em todos os bons momentos que tivemos com a ex-parceira(o) e a seguir dizemos a nós próprios que nunca mais vamos ser assim felizes. Outras vezes revivemos os maus momentos, traições, discussões, etc. e perguntamos a nós próprios o que fizemos de errado. Pensamos na nossa ex-parceira(o) com outra pessoa e dizemos a nós próprios que por algum motivo não somos tão bons como essa pessoa. Também pensamos em como vai ser o “amanhã” e dizemos a nós próprios que vai ser infeliz porque aquela pessoa já não está presente. Para nós o futuro passa a ser desconhecido e o medo do desconhecido, do que não é familiar, é o medo mais forte do ser humano. Revivemos bons e maus momentos, projectamos imagens na nossa cabeça, e durante esse tempo todo estamos a comentar, a tirar conclusões deprimentes e essas conclusões repetidas são o que provoca dor. Assim, não é apenas um pensamento ou recordação que provoca dor, mas o significado que lhe damos, aquilo que dizemos a nós próprios a seguir.


O que é ainda mais estranho é porque é que as pessoas não param de fazer estes filmes, isto é, não alteram a sua forma de pensar? Existem vários motivos. O principal é porque a maioria das pessoas nem se apercebe que o está a fazer e mesmo quando se apercebe não compreende o quão importante estes pensamentos são para a sua dor. Outro motivo consiste no facto de não sermos capazes de “não pensar” em algo. Assim, quanto mais queremos não pensar na ex-parceira(o), mais difícil se torna.


Mas aquele que eu acho ser o aspecto mais grave, que impossibilita qualquer tipo de “luto” é que este comportamento, esta forma de pensar e de projectar, pode tornar-se um hábito inconsciente.


Quando repetimos uma determinada acção ou pensamento várias vezes, fortalecemos as sinapses no cérebro que lhe estão associadas e, como tal, esse pensamento ou comportamento torna-se gradualmente mais fácil de repetir até se tornar automático e acontecer regularmente sem qualquer intervenção consciente nossa. Porque isso é que para algumas pessoas basta ouvirem o nome da ex-parceira(o), visitarem um local ou comerem uma certa comida para dispararem a sinapses associadas a esses pensamentos e de um momento para o outro, sem quererem, se verem inundadas por pensamentos depressivos e pela dor do desgosto amoroso. Praticamos tanto em sentirmo-nos desgostosos que se torna automático. É uma das ironias da mente humana. Quando isso acontece, já nem sequer estamos realmente a sentir um desgosto amoroso. Estamos a repetir um comportamento programado por nós no nosso cérebro. É dor desnecessária e absolutamente inútil.


Agora que falei sobre como fazemos para nos sentirmos mal no final de uma relação (e volto a sublinhar que algum desconforto é sempre necessário ao processo de luto mas que 90% pode ser evitado e não tem qualquer utilidade) vou, no próximo post, partilhar algumas técnicas simples que ajudam no processo de recuperação de um desgosto amoroso.


Algumas destas técnicas são retiradas do campo da Programação Neurolinguística e outras ainda são pequenas técnicas que eu próprio e outras pessoas com quem trabalhei desenvolveram quando passaram por estas situações. Não digo que sejam uma panaceia para tudo nem para todas as pessoas mas acredito que podem ajudar a maioria das pessoas na maioria das situações.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Metáfora para uma nova vida...


Um Grande Chefe Cherokee sentou-se uma noite, com os seus netos, à volta de uma grande fogueira, para lhes falar sobre a vida. Ele disse-lhes:

"Meus netos, dentro de mim está ser travada uma feroz batalha entre dois lobos. Um deles representa a inveja, o ódio, a mágoa, o ressentimento, a dor, a vingança, a infelicidade e a solidão. O outro lobo bate-se pelo amor, pela amizade, pelo reconhecimento, pela gratidão, pela felicidade, pela paz de espírito e pela compreensão."

Ao ver que os seus netos o acompanhavam com atenção, ele continuou:

"Esta batalha acontece todos os dias e não só dentro de mim, mas dentro de todas as pessoas no mundo!"

Um dos seus netos perguntou-lhe:

"Avô, e qual dos lobos vai ganhar?"

O velho indío sorriu e respondeu:

"Vai ganhar o lobo que tu escolheres alimentar..."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Uma pergunta incisiva...


Todos temos convicções.

Algumas são úteis e outras nem por isso.

Por exemplo, se somos confrontados com um novo projecto no trabalho ou com o desafio de um novo relacionamento, as nossas convicções são uns instrumento poderosíssimo porque vão definir como vamos (ou não) abordar a situação.

Se, por exemplo, perante um novo desafio do trabalho, tivermos a convicção de que somos a pessoa ideal para esse projecto e que somos capazes, iremos abordar esse projecto com ânimo, motivação e empenho. Todos estes atributos são essenciais para o sucesso. Se, por outro lado, tivermos a convicção de que somos a pessoa errada para esse projecto e que não somos capazes, iremos abordar esse projecto com desânimo e desmotivação. Esses também, são factores fundamentais, mas para o insucesso (convenhamos que uma equipa que entra em campo a pensar que vai perder, provavelmente tem razão).

Em Programação Neurolinguística (PNL), as convicções que nos limitam e afectam negativamente aquilo que fazemos assim como os nossos resultados, são chamadas "Convicções Limitadoras".

Na actividade de coaching, a expressão "convicções" é usada frequentemente.

Existem muitas e muitas formas de se atacar uma convicção limitadora e anula-la (anulando assim o efeito negativo da mesma) assim como substituir essa convicção por uma convicção mais útil aos nossos propósitos (não há nada pior do que anular uma convicção e não a substituir; ela tende a voltar e mais forte do que nunca!).

O que queria hoje falar é sobre uma forma diferente de olhar para as convicções, que nos coloca a reflectir sobre as mesmas e sobre as vantagens e o desejo de ter convicções mais uteis. Uma forma que não será, porventura, tão conhecida.

A autora Nancy Kline, no seu livro "Time to Think: Listening to Ignite the Human Mind" desenvolveu aquilo a que ela chama "Uma Pergunta Incisiva".

Uma pergunta incisiva é uma pergunta que atravessa directamente o núcleo de uma convicção limitadora, emergindo no seu oposto. Ao fazer essa pergunta, ganhamos uma nova visão sobre a antiga convicção e começamos a explorar as possibilidades que existem para além desta.

Já falamos de trabalho, vamos falar do exemplo de relacionamentos para exemplificar.

Perante o desafio de um novo relacionamento vamos supor que temos a convicção de que não temos a idade ideal. Essa é, certamente, uma convicção limitadora. Basta olhar em volta para perceber do ponto de vista racional que a idade não é relevante no sucesso de um relacionamento.

Assim, o primeiro passo será perguntar, para nós, qual o oposta da actual convicção limitadora. Para algumas pessoas pode ser "Eu tenho a idade ideal!". Para outras pode ser "A idade é irrelevante para o sucesso". O que é importante é que cada pessoa defina o que é, para si, oposto da convicção que tem. É extremamente importante que cada pessoa personalize esta parte.

Depois a pessoa apenas tem de colocar a "Pergunta Incisiva"!

Neste caso a pergunta incisiva seria "Se eu soubesse que eu tenho a idade ideal para este relacionamento então o que faria?" ou "Se eu soubesse que a idade é irrelevante para o sucesso deste relacionamento então o que faria?".

Isto são verdadeiras questões incisivas que não apenas libertam a mente da convicção limitadora como lhe permitem "espreitar" o fantástico mundo de possibilidades que existe para além desta!

Brinquem com isto (de preferência por escrito; a escrita reforça o processo neurológico de mudança assim como acentua o impacto do exercício) e não se admirem se de repente começarem a pensar em oportunidades em vez de bloqueios:

  1. Escolham um objectivo ou desafio com que se encontram confrontados e perante o qual se vejam afectados por uma convicção limitadora;
  2. Escrevam qual a convicção limitadora;
  3. Escrevam aquilo que, para vocês, é o oposto dessa convicção;
  4. Escrevam a pergunta incisiva assim:
  • Se eu soubesse que [oposto da convicção limitadora] para o [objectivo / desafio] então o o que faria?
Divirtam-se!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Avançar com os objecivos!


Muitas vezes vimo-nos inundados por objectivos e projectos de dimensão assustadora. Pode ser por estarmos apenas a começar e o objectivo final estar ainda muito longo. Pode também ser porque o projecto em causa é realmente grande, recheado de passos e fases. Nestas alturas existe o sentimento natural de nos sentirmos "esmagados" ou "desmotivados".

Não vou falar de motivação hoje mas vou supor que acontece a outra coisa que é natural acontecer nestas alturas. Admitindo que há motivação e vontade de atingir os objectivos (e convenhamos, se não houver talvez seja uma boa ideia rever esses objectivos) existe a tendência para nos sentirmos perdidos. Queremos muito atingir o objectivo, o projecto tem valor mas... no entanto... não sabemos por onde começar. Não sabemos por onde nos virar.

Esta situação acontece mais vezes quanto mais importante e grande é o projecto. Qualquer acção parece demasiado pequena para fazer a diferença no contexto global do projecto. O que acontece a seguir, especialmente quando nos deparamos com várias acções e todas elas parecem ter um impacto mínimo, é a inacção. Não sabemos por onde começar, portanto não começamos. Não sabemos por onde avançar, portanto não avançamos.

O que a esta altura já não estamos a considerar é que qualquer grande projecto é precisamente isso. Uma soma de muitas pequenas acções. Todas elas dão o seu pequeno contributo para que o projecto avançe mais um pouco. Costuma-se dizer que a melhor forma de comer um elefante é uma fatia de cada vez e quem diz isso não está errado. Quem empreende uma caminhada de centenas de quilómetros a pé começa com um único passo, um primeiro quilómetro.

Portanto ter muitas coisas pequenas para fazer no projecto e achar que são todas pequenas, são excelentes notícias! Qualquer uma delas vai contribuir para o projecto. Assim o desfio não é descobrir qual vai ter impacto no projecto mas simplesmente escolher uma!

Existe uma última questão. Para sabermos quais são as opções e escolhas que temos à nossa disposição é fundamental conhecer o actual estado do projecto. Parece óbvio mas quando alguns projectos estão parados durante algum tempo ou são verdadeiramente enormes, por vezes não sabemos bem em que estado ele se encontra.

Se querem realmente brincar com esta ideia, podem começar por escolher, de todas as opções disponíveis para avançar com o projecto (ainda que só alguns milímetros), a mais pequena, a mais fácil. Afinal se todas as acções são necessárias para o projecto e todas podem ser tomadas naquele momento, porque não dar-mo-nos ao prazer de escolher uma fácil para começar? O sucesso de uma fácil faz milagres sobre a motivação para executar as mais difíceis!

Há uns meses vi-me confrontado com a necessidade de preparar um curso de formação de 125 horas numa área que é das minhas mas sobre qual nunca tinha dado formação. Aliás, nem sequer tinha falado há anos. Apesar de estar bastante confiante de que pouca coisa tinha mudado e de que poderia dar um bom curso (que, pelo feedback, acabou por ser) havia imenso para ler, para escrever, para preparar. Quando a sensação de "estar perdido" começou a aparecer limitei-me a identificar uma pequena acção que podia fazer para avançar com o projecto. Podia ler algum material para efeitos de seleccionar o conteúdo. Naquele momento exacto a sombra de um projecto esmagador desapareceu! Deixei de ter de preparar e leccionar um curso enorme. Só tinha de "ler alguma material". Bem, isso é fácil! E assim fiz. Quando terminou e voltei a olhar para o projecto e lá estava ele. Tinha avançado pouco mas tinha avançado. Para além da injecção de motivação que é vermos os nossos projectos progredirem também tive a sensação agradável de que este método funciona e de que liberta muita da pressão que por vezes associamos a grandes projectos. Por diversas vezes volto a ele.

Brinquem com isto (funciona com qualquer projecto, dos mais pessoais aos totalmente profissionais):

1. Escolham um projecto grande que têm entre mãos (ex. mudar de casa)

2. Verifiquem qual o seu estado actual (ex. a cidade de destino está escolhida)

3. Identifiquem alguns dos próximos passos possíveis (ex. colocar a casa actual à venda; contactar imobiliárias na cidade de destino; pedir orçamentos de empresas de mudanças; etc.)

4. Escolham a acção mais simples de todas, que podem tomar hoje mesmo! E tomem-na!

5. Quando terminarem, escolham outra e tomem-na! Vão ver que os projectos parece que começam a andar com vida própria ;)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Coaching na Rádio - Culpa

Boas!

Logo no programa semanal vamos estar a abordar um caso muito forte de sentimentos de culpa e dos problemas que "alimentar e nutrir" esses sentimentos nos podem trazer.

Oiçam online e em directo ás 20:00h clicando aqui (serão redireccionados para um site em que se inicia a transmissão automática do programa):

Live, love, learn and leave a legacy!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Coaching via... Rádio (?)

Pois é pessoal...

Sabem aquele programa em que participo na Rádio Águia Azul todas as segundas-feiras?

A partir da próxima segunda-feira vamos ter um rubrica em que as pessoas podem reportar algum problema ou bloqueio que tenham (e que recaia no âmbito da PNL ou de coaching) e vou fazer os possíveis por dar opções e soluções. Naturalmente que podem manter o anonimato!

Para já estamos a convidar os ouvintes a enviarem os seus bloqueios (medo de falar em público, fobias, crenças limitadoras no âmbito do seu potencial, situações de relacionamentos, etc.) por email para: info@brainmark.pt

Eventualmente poderemos fazer em directo por telefone!

Participem com as vossas questões e/ou com os vosso ouvidos! Vou fazer os possíveis para ajudar!

Frequência 87.6 FM na zona de Sta. Maria da Feira ou na Internet em http://www.radioaguia.com/

Live, love, learn and leave a legacy

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sobre felicidade...

A razão por que muitos de nós nunca conseguem experimentar a felicidade de forma regular (ou mesmo de todo) é porque nós procuramos no lugar errado. Perseguimos algo que realmente não pode ser “apanhado”. Felicidade é uma “nominalização”, ou seja, é algo que não existe fisicamente mas que nos referimos a ela como se existisse. E uma forma simples de testar isso é tentar colocar felicidade num balde!

A felicidade é o processo de criar e de experimentar bons sentimentos no corpo e na mente, a qualquer momento. Quando se reconhece a felicidade como um processo não como uma coisa, percebe-se que se pode fazê-la ou não a fazer. Pode-se dominá-la!

O objectivo então é duplo:
  1. Produzir mais boas sensações!
  2. Conviver com as sensações menos boas!

Existem três grandes mitos sobre a “felicidade”:

1. Só temos felicidade quando atingirmos algo (X euros no banco, aquela pessoa especial, aquele carro, etc.). Mas basta parar e pensar por um minuto para saber que é mentira. Basta abrir qualquer revista e ver quem tem essas coisas todas e mesmo assim vive uma vida miserável. Por outro lado temos conhecimentos de pessoas que não têm nada e são felizes! E sabem que mais? Não tem de parar aí!!!

2. É impossível estar feliz em certas circunstâncias. Sim, não se pode ser feliz a cada minuto de cada dia mas é certamente possível sentir alguma felicidade a qualquer hora. Muitas pessoas escolhem estar infelizes porque acham que essa é a atitude a ter em determinadas situações ou até pensam que muita felicidade é má! Estou a dizer que não há situações que nos deixam destroçados? Claro que sim! Mas será que queremos continuar a estar destroçados? A alimentar a infelicidade e a dor? Com que objectivo? Depois do choque, que escolha fazemos? E porquê?

3. A “infelicidade é boa para nós”. Nós justificamos a nossa infelicidade como se ela nos fosse impulsionar a acção. Há alguns coaches que defendem essa teoria. Basicamente, por exemplo, se me sentir infeliz com o meu corpo, isso vai-me motivar a fazer dieta! Mesmo? Como é que está a funcionar esta teoria consigo? Se me sentir infeliz com esta relação vou ter incentivo para procurar outra! E esta? Funciona?

A premissa de que a dor e a infelicidade são propulsores não faz sentido! Claro que dor e infelicidade motivam a acção mas é uma forma muito negativa de se começar a agir. Não haverá uma forma mais positiva e inspirada de nos motivarmos a agir…?

Outro problema com este mito é que a partir do momento em que acreditamos que precisamos de dor e de infelicidade na vida, começamos a atrair mais e mais dessas coisas. Torna-se uma “profecia auto-realizante”! É mesmo que queremos? Estar a regar infelicidade com mais infelicidade para fugir da infelicidade?


Aqui ficam então umas dicas para se sentirem felizes, mesmo quando acham que não devem, que não podem ou que isso vos vai “acomodar”:

• Cultivem boas sensações. Procurem uma boa sensação (no corpo ou na mente) e tente aumentá-la, só um pouco. E depois mais um pouco… E outro…

• Contem “histórias bonitas” a vocês próprios. Em vez de usarem a infelicidade como “chicote” para acção, usem “histórias vossas inspiradoras” para vos motivar. Por exemplo, em vez de se olharem ao espelho e dizerem “Sou gordo e feito!” (como se isso alguma vez motivasse alguém) digam “Está aqui um potencial enorme! Tenho imenso por onde pegar!”

E como também isto é um ciclo vicioso, quanto mais “histórias bonitas” contarem a vocês próprios, mais inspirados estarão, mais acção tomarão e mais “histórias bonitas” terão para contar!


O que quer que nós fazemos consistentemente, fazemos melhor.

Se nós praticamos a infelicidade e a dor, nós ficamos melhores em estar infelizes e irritados.

Se nós praticamos reprimir essas emoções, nós começamos a ser mais eficazes em ficar deprimidos.

Se nós praticamos sentir melhores sentimentos, contar “histórias bonitas” e actuar nesse sentido, ficamos melhores nisso também!!!


Live, love, leran and leave a legacy!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acabar com as desculpas!!!

Este documento é obra do supercoach Wayne Dyer.

Mostra-nos como as nossas maiores desculpas para não fazer algo que nos inspira não passam de isso mesmo: DESCULPAS!

Acho-o um resumo excelente das afirmações opostas que desmentem cada desculpa e motivam para a acção.

Enjoy!






terça-feira, 28 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Equação do Estado de Espírito

Muitos de nós entendemos a realidade, mesmo a nossa, como sendo uma realidade de “Causa – Efeito”. Por outras palavras, para muitos de nós, as nossas circunstâncias são geradas por causas externas, isto é, entendemo-nos como o lado inevitável e quase predeterminado do “Efeito” na equação.

Por exemplo, outras pessoas ou eventos externos serão a causa da nossa felicidade, infelicidade, riqueza, pobreza, etc.

A equação que traduz essa forma de ver o mundo poderá ser esta:

Causa => Efeito

Causa (outros eventos ou pessoas) => Efeito (o nosso estado de espírito)

Mas se abrandarmos este processo, podemos ver que existe pelo menos mais um factor nesta equação. Esse factor é a nossa reacção ao que acontece, ao evento externo. Acontece algo e nós damos por nós a reagir de forma “automática” ou quase, o que conduz ao efeito.

Agora a equação passa a ser:

Causa => Reacção => Efeito

Causa (outros eventos ou pessoas) => Reacção (a nossa reacção “automática”) => Efeito (o nosso estado de espírito)


Como é que isto acontece no dia-a-dia?

Por exemplo, quando alguém à nossa frente, no trânsito, faz um disparate qual é a nossa reacção? E o efeito?

  • CAUSA => Disparate do carro à frente
  • REACÇÃO => Uma fúria imediata seguida por um pressionar aparentemente automático na buzina.
  • EFEITO => O condutor responsável reconhece a asneira com um aceno ou manda-nos para outro sítio com um gesto ligeiramente diferente. Nós continuamos frustrados e irritados.

E então? Como podemos fazer para alterar o nosso estado de espírito, aparentemente atirado à mercê de acontecimentos que não controlamos?

Podemos tentar mudar o efeito mas mantendo a mesma reacção “automática”, mas isso na realidade é impossível. Podemos tentar mudar a causa mas raramente controlamos os eventos que, por definição, são externos. Podemos tentar controlar a nossa reacção “automática” mas isso requer muitos anos de meditação e é geralmente impossível.


As boas notícias são estas:

Se abrandarmos este processo ainda mais, conseguimos identificar o factor que nos dá o controlo sobre esta equação. Após a nossa reacção”automática”, que é essencialmente uma reacção emocional, entra o nosso poder de escolha em que escolhemos conscientemente como actuar perante a reacção emocional. Agimos de acordo com essa reacção emocional? Ou escolhemos agir de uma forma diferente.

Essa escolha vai afectar o efeito final! O nosso estado de espírito!

A equação fica:

Causa => Reacção => Escolha => Efeito

Causa (outros eventos ou pessoas) => Reacção (a nossa reacção “automática”) => Escolha (a nossa reacção real vai ser a “automática” ou optamos por outra) => Efeito (o nosso estado de espírito resultante da nossa escolha)

E como sabemos que é altura de fazer essa escolha? Como se consegue fazer essa escolha?

Através de, muito deliberadamente, interrompermos e inibirmos ou até mesmo restringirmos a nossa reacção “automática” e escolher se a nossa reacção será aquela que seria a “automática” ou se preferimos outra eventualmente conducente a um efeito mais positivo. Impedir logo a reacção emocional. Não pensar! Não responder! Não fazer! Em vez disso, respirar fundo. Contar até 10 se for preciso. E depois considerer as diferentes reacções que podemos escolher e quais os efeitos que surtirão.

O exemplo do disparate no trânsito fica agora assim:

  • CAUSA => Disparate do carro à frente
  • REACÇÃO => Um fúria imediata.
  • ESCOLHA => Desligar o sistema reactivo e considerar as diferentes reacções. Talvez tenha acabado de tirar a carta e uma buzinadela ainda o fosse assustar mais. Talvez esteja com pressa por uma emergência familiar? Quem sabe? E no que iria adiantar buzinar? Outra reacção possível é desejar-lhe uma boa viagem e talvez abrandar para manter uma distância maior. A escolha agora pertence-nos!
  • EFEITO => Se optarmos pela nova alternativa talvez a outra pessoa reconheça o disparate, peça desculpa e siga o seu caminho! Ou não. Mas o que é importante é que nosso estado de espírito deixou de estar à mercê das circunstâncias! Este efeito agora também dominamos!

Agora que têm a fórmula:

Causa => Reacção => Escolha => Efeito

sugiro que durante os próximos dias procurem detectar as vossas reacções “automáticas”, que interrompam essas reacções e que considerem realmente qualquer a reacção que querem ter perante cada situação.

Porque normalmente irão ver que existem muitas mais reacções possíveis do que a que é “automática” e muitas delas geram efeitos muito mais positivos.

Escolham bem!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Tenham um dia mediano... Na Prática!!!

Vamos pôr a ideia de ter um "dia mediano" na prática!

1 - Escolham uma área que pretendem melhorar na vossa vida. Por exemplo:
  1. Objectivos de vendas
  2. Ser um bom pai
  3. Escrever um livro
  4. Etc.
2 - Nessa área, o que é que constitui um "dia mediano". Não é um dia típico (isto é, o que já estão habituados) mas sim um dia que não seja excepcionalmente bom nem excepcionalmente mau.

Poderia ser, por exemplo:
  1. Objectivos de vendas: O "mediano" seria realizar 10 contactos (ao passo que o excepcionalmente bom seriam 30 contactos e o excepcionalmente mau seriam 5)
  2. Ser um bom pai: O "mediano" seria passar pelo menos uma hora por dia completamente dedicado ao filho
  3. Escrever um livro: O "mediano" seria escrever 5 páginas (ao passo que o excepcionalmente bom seriam 20 e o excepcionalmente mau seriam 2)
  4. Etc.

3 - Projectem para o futuro. Se tivessem 365 dias "medianos" no próximo ano qual seria a diferença que faria nas vossas vidas...?
  1. Vendas: 3650 contactos!!!
  2. Pai: 365 horas completamente dedicadas!!!
  3. Livro: 1825 páginas!!!

É preciso demonstrar mais?!

Tenham um dia mediano!

Tenham um dia... mediano!


Mas… Um dia “mediano”?! Que raio de motivação é essa já estão todos os que lêem isto a pensar!

É suposto ter um excelente dia! Um dia excepcional! Todos os dias têm de ser excepcionais! Certo?

Er… Não, nem por isso… ;)

A ideia de ter um “dia mediano” vem do supercoach Steve Chandler. Ele, por sua vez, foi buscar essa ideia a um mentor dele, um homem chamado Lyndon Duke que estudou inúmeros casos de suicídio e chegou a publicar um livro chamado “A Linguística do Suicídio”. Duke, detentor de múltiplos doutoramentos, investigou as notas de centenas de suicidas em busca de padrões comuns para prever e prevenir essas situações. A conclusão a que ele chegou foi aquilo que baptizou de “excepção da excepcionalidade”.

Esta maldição tem uma explicação simples e deixa-nos a pensar se realmente queremos ter “dias excepcionais”… Num mundo em que todas as pessoas querem ser excepcionais é um facto que a maioria vai falhar. Não porque não conseguem o que projectaram mas simplesmente pelo facto de que, se todos conseguirem, então o “excepcional” passa a ser o “normal”. E logo cada pessoa sente um acréscimo de pressão. Tem de ser ainda mais “excepcional”! As poucas pessoas que conseguem ser ainda “mais excepcionais” estarão sozinhas… E isto repete-se num ciclo interminável em que todos querem chegar a um patamar mas quando chegam já deixa de ser excepcional porque já todos chegaram e então têm de procurar um mais alto e por aí fora…

Ao que parece, Duke utilizou esta teoria na sua vida quando se juntou com o filho, aquando da entrada deste na Universidade, e lhe disse algo do género: “Meu rapaz, quero que saibas as minhas expectativas! Espero que sejas um aluno mediano! Que termines o curso com uma média normal, que encontres uma mulher normal e que tenhas um emprego mediano. É isso que espero de ti.” Claro que o filho dele pensou que o pai “se tinha passado” mas essa atitude retirou toda a pressão que ele poderia vir a sentir na Universidade, levando-o a procurar a sua inspiração e a exceder tudo e todos, não porque era o seu objectivo nem porque era esperado dele, mas simplesmente porque NÃO era pressionado a isso.

E no final tudo se resume a isto. Se vivermos de acordo com as nossas inspirações, com os nossos objectivos, e dentro dessas orientações, tivermos uma sucessão de dias “medianos”, então a soma desses dias vai resultar em algo para além das nossas expectativas!

Já temos grandes objectivos! Objectivos inspirados! Vamos ser “normais” no dia a dia, vamos retirar toda a pressão que só serve para prejudicar, porque o rumo já está traçado! É só sentar e desfrutar a viagem…

Tenham um dia mediano!!!