
domingo, 5 de dezembro de 2010
Padrão de Desapaixonar

terça-feira, 15 de junho de 2010
Alguém de explica....?
terça-feira, 13 de abril de 2010
Mitos sobre Hipnose
quarta-feira, 7 de abril de 2010
O que é Hipnose?
Existem muitas definições sobre o que é hipnose mas acredito que a mais simples e verdadeira é que hipnose è um estado alterado de consciência em que o consciente e o inconsciente podem ser focalizados e susceptíveis à mudança.
Todas as pessoas passam por esses estados de uma forma mais ou menos involuntária.
Já repararam quando estamos no semáforo e ele fica verde e continuamos ali parados sem reparar até o carro de trás apitar? Ou então quando conduzimos do ponto A ao ponto B e quando chegamos não nos lembramos da maioria da viagem porque viemos em “piloto automático”? Ou então quando estamos sentados, talvez numa esplanada, a sonhar acordados? Ou quando nos perdemos a ver um certo programa de TV? O que acontece nesses momentos? A mente “vagueia” e perdemo-nos em pensamentos… Esse estado alterado é uma forma de transe hipnótico.
Quando se fala em hipnose, não se fala em mais do que induzir esse transe de forma objectiva, no momento apropriado e com um objectivo concreto. Os objectivos são, normalmente, os de aceder a recursos que já temos no inconsciente mas aos quais não conseguimos aceder facilmente (ou de todo!) de forma consciente.
É neste sentido que a hipnose é usada em PNL e em coaching, para que o cliente consiga relaxar o suficiente para poder aceder a recursos do seu inconsciente ou integrar de forma mais profunda novos conhecimentos e novas aprendizagens. É uma ferramenta poderosa apesar de todos os mitos que circulam à sua volta.
Concretizando, ao aceder ao seu inconsciente, o cliente dispõe de muitos mais recursos para enfrentar os desafios que se lhe apresentam. Alguns dos muitos exemplos do uso actual da hipnose são o controlo de “maus hábitos”, o relaxamento, o controlo da dor, o reforço da confiança e da determinação, a alteração de comportamentos, a visualização, a obtenção de novas perspectivas, o apoio no tratamento de depressão, a melhoria da concentração, problemas de fala, insónia, fobias, etc.
Recordo-me de um colega que frequentou um curso de introdução à PNL na qual o trainer (que duvido que fosse realmente um NLP Trainer) lhe disse que não usava hipnose porque não tinha utilidade… (não irei comentar).
A verdade é que a hipnose tem sido usada ao longo dos milénios com muito sucesso. Claro que com nomes diferentes, mas se atendermos à definição, trata-se simplesmente de hipnose. A hipnose como hoje é conhecida beneficiou em muito grande medida do trabalho de uma vida inteira de Milton H. Erickson.
Ao longo da sua vida (que fica para outro post) ele desmistificou a hipnose, agilisou o seu uso e obteve resultados tão inegavelmente extraordinários que a hipnose passou a ser considerada uma prática legítima.
Muito do trabalho de Erickson, as suas técnicas, ideias e padrões não estariam hoje disponíveis se não fosse pelo trabalho dos dois criadores da PNL, Richard Bandler e John Grinder. Durante 11 meses eles viveram com Erickson, estudaram e modelaram todo o seu trabalho. Eventualmente publicaram dois livros que sintetizava tudo o que aprenderam (e cujo conteúdo o próprio Erickson aprovou, meses antes de morrer). Os livros “Patterns of the Hypnotic Techniques of Milton H. Erickson, M.D”, volumes I e II, tornaram-se, a par com a “The Structure of Magic”, nos fundamentos da Programação Neurolinguística e hipnose num dos seus instrumentos mais poderosos. Esta modelagem permitiu a muitos terapeutas e estudiosos, mesmo que sem interesse pela PNL, aprenderem as técnicas e ideias de Erickson.
Posteriormente, muitos mais livros foram escritos e muitas das técnicas de Erickson foram refinadas e “aceleradas”. Richard bandler, em particular, dedicou e dedica muito do seu trabalho na PNL ao estudo, uso e melhoramento de técnicas hipnóticas.
E por hoje ficamos por aqui…
No próximo post, vamos falar de alguns mitos que por aí circulam sobre hipnose e sobre o transe hipnótico...
terça-feira, 6 de abril de 2010
Vamos falar de hipnose...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
FOBIAS

A “Cura Rápida de Fobias” é, com justiça, a ferramenta mais conhecida da PNL. Existem muitos motivos para isso...
Por um lado, quase todas as pessoas têm uma ou outra fobia. Desde que estou neste meio encontrei muitas fobias mais ou menos “comuns” como a aracnofobia (aranhas) ou a hidrofobia (água) mas também encontrei algumas fobias muito invulgares como sejam a fobia a kiwis (sim, a fruta!) e fobia a feijões vermelhos. Podendo ter piada, a verdade é que as fobias não são assunto para brincar porque nos paralisam por completo e podem ter consequências devastadoras na nossa vida (eu sofria de fobia a centopeias, chegando a dormir com uma lata de Raid na mesa de cabeceira!).
Tive um cliente que recusou uma proposta de emprego absolutamente irrecusável simplesmente porque implicava algumas deslocações aéreas e ele tinha fobia de aviões. As consequências na sua vida profissional e familiar foram devastadoras mas eventualmente foram controladas com recurso a esta ferramenta.
Assim, é fácil identificarmo-nos com o medo paralisante de uma fobia porque quase todos sofremos de alguma…
Outro motivo pelo qual a “Cura Rápida de Fobias” é conhecida é o facto de resolver mais de 90% das fobias em 10 minutos ou menos e reduzir substancialmente o nível de medo nas restantes. O impacto que esta transformação tem em alguém que toda a sua vida sofreu de um certo medo é indescritível!
Mas afinal, de onde vêm as fobias?! São um medo “exagerado” apenas? A maioria dos Master Practitioners de PNL aprendem e executam esta técnica sem conhecerem os motivos que se escondem na origem de uma fobia. Como não estamos a falar da psicologia clássica, é absolutamente irrelevante saber como se forma uma fobia para a destruir. As causas são irrelevantes. Os mecanismos também. No entanto, a minha experiência tem sido de que explicar o mecanismo de formação de fobias, e mecanismo do medo em geral, aos clientes ajuda significativamente a compreenderem a sua situação e a desmistificarem a sua condição e a compreenderem que não só é possível como é simples a sua modificação.
O que espero apresentar resumidamente, nos próximos parágrafos, é o mecanismo neurológico responsável pela criação das fobias.
Todos nós nascemos com dois medos apenas. O medo de barulhos altos e o medo de cair (não confundir com o medo de alturas!). Todos os nossos outros medos são aprendidos. Da mesma forma que são aprendidos, podem ser desaprendidos! A fobia não é diferente neste sentido. A certa altura uma fobia forma-se no nosso cérebro, e com a mesma velocidade que se instala pode ser desinstalada.
Quando Richard Bandler, o co-criador da PNL, decidiu estudar as fobias, escolheu uma aproximação radicalmente diferente da psicologia tradicional. Em vez de estudar fóbicos e fobias, ou seja estudar o que está mal, ele estudou as pessoas que tinham desenvolvido fobias e COMO AS TINHAM RESOLVIDO (vá-se lá saber porquê mas isto funciona melhor quando estudamos os casos de sucesso…)! Ele notou que existia um padrão comum na forma como todos os ex-fóbicos tinham ultrapassado as suas fobias e modelou e destilou esse padrão naquilo que hoje é conhecido na PNL como “Cura Rápida de Fobias”.
Ele percebeu que uma fobia não se instala aos poucos. O que isto quer dizer? Vamos pegar no caso das aranhas (aracnofobia). Ninguém desenvolve aracnofobia aos poucos, pensando numa semana que as aranhas são feias, na semana seguinte que metem medo e na terceira semana que são arrepiantes e por aí fora até se ter instalado uma verdadeira fobia. O que Richard Bandler descobriu foi que as fobias se instalam numa fracção de segundo, num determinado acontecimento isolado que instala esse medo irracional no cérebro.
Imaginemos o caso de uma criança que encosta casualmente uma mão numa parede quando olha para ela tem uma aranha a poucos centímetros dessa mão…
A fobia, neurologicamente, instala-se desta forma: a amígdala recebe uma informação com uma carga emocional muitíssimo elevada. Devido a essa elevada carga emocional, a amígdala não consegue transmitir a informação do que está a acontecer ao hipocampo. Dessa forma, o acontecimento traumático (em PNL chama-se AES – Acontecimento Emocional Significativo) fica aprisionado entre a amígdala e o hipocampo, nunca chegando ao ser passado ao córtex cerebral para processamento (como acontece em 99,99% das situações que nos assustam) e eliminação racional. Basicamente, tudo isto quer dizer que o cérebro não consegue processar o que aconteceu. Como a amígdala é a parte do cérebro relacionada com os instintos de sobrevivência, permanece indefinidamente num estado de alerta para com o evento que a deixou assim. Esse estado de alerta é a fobia!

A “Cura Rápida de Fobias” da PNL vai ao cerne da questão, esvaziando e eliminado a carga emocional do “Acontecimento Emocional Significativo” na amígdala e permitindo que o mesmo seja racionalmente processado. Consegue-se este resultado espectacular por meio de uma dissociação cinestésica e visual. Por isso é tão eficaz!
Mais recentemente, veio-se a descobri que este método é igualmente eficaz a resolver traumas não relacionados com fobias mas que acarretam cargas emocionais elevadas, como violações, acidentes e outros.
Uma vantagem adicional da “Cura Rápida de Fobias” é o facto de não eliminar o medo por completo. Pode parecer estranho mas é uma grande vantagem. Ninguém quer perder a 100% o medo de alturas, o medo de cobras ou o medo de agulhas. Existem muitas coisas na vida perante o qual uma dose de medo racional é uma atitude não apenas desejável mas também muito saudável (ninguém quer perder o medo de cobras por completo para depois ir a um país tropical de ferias e divertir-se a brincar com espécimes venenosos!). O medo não é mais do que um mecanismo mental de protecção. No caso das fobias, esse mecanismo está a ser demasiado protector.
Por tudo isto e em especial pelo testemunho de todas as pessoas que já experimentaram a “Cura Rápida de Fobias”, aconselho qualquer pessoa que sinta que a sua vida está a ser afectada de forma irracional por um medo ou um trauma, a recorrer a um Master Pratitioner certificado.
Espero ter ajudado!
Até à próxima,
DISCLAIMER: Não apresentei, de propósito, os passos para a “Cura Rápida de Fobias” aqui. Não foi por acaso. Claro que qualquer pessoa encontra esses passos numa simples pesquisa no Google. Quero no entanto alertar de que este método deve SEMPRE ser executado por um Master Pratitioner de PNL. Quando mal executada, existe a hipótese, ainda que pequena, da fobia ser agravada (claro que de seguida pode sempre ser invertida)! Tenham particular cuidado com esta ferramenta, não a usem sozinhos e recorram a profissionais certificados!
